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O sr. Alvim partiu

por Cláudia Matos Silva, em 27.02.15

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Azul, Alvim, cor  nos olhos translúcidos, os de Fernando. Viola, apaixonado por sonoridades quentes como bossa nova, distingue-se por ser um dos parceiros de jornada de Paredes, Carlos. Conhecer o Sr. Alvim, uma das  minhas fortunas emocionais, das que guardo como uma relíquia, dos meus tempos de menina da rádio. Amália, a estação que vi nascer e que por todos os motivos insondáveis, para quem não é apaixonada pelo Fado, veria o ponto de partida para a auto-descoberta de uma alma tão fadista quanto possível num corpo de menina traquina. Mesmo não cantando o género em questão, sou do Fado, como o são todos quantos param para o ouvir trinar de uma guitarra.

 

Alvim, o senhor dos olhos bonitos e jeito delicado, recebeu convite para tocar na grande inauguração da estação que passou a ser uma das suas eleitas. Embevecia-se ao escutar as suas músicas através das ondas hertezianas da 92.0. Diziam-me que Alvim era fundamental enquanto acompanhador da guitarra portuguesa, à época eu que ainda só tinha um pé na Rádio Amália, pela responsabilidade de um projecto desta envergadura absorvia conhecimentos vários, consumia histórias de quem as tinha vivido, como devorava cupcakes ou línguas de gato.

 

O que sei, ainda agora, de música? Nada. Alvim talvez fosse o que realmente se dizia dele, mas o que me fez trazê-lo no peito com um carinho inexplicável foi aquele beijinho mesmo à porta da estação. Porque a canção portuguesa não se faz de vedetas, por isso pouco me importa, a genialidade do poema, o portento de uma voz ou o virtuosismo de um instrumentista, se as pessoas não validarem devidamente a sua condição humana enquanto criadores de arte.

 

Alvim, mantinha a mesma paixão pelo seu ofício como um garoto de 15 anos, e mesmo traído pela saúde, continuava a esbanjar generosidade. Paciente, tocava se tivesse de ser, mas depressa punha a viola no saco rumando a um lar onde teve sempre a seu lado o amor da que foi até ao último suspiro, a mulher da sua vida, certamente a musa dos seus sentidos. O Sr. Alvim partiu esta sexta-feira, diz que o coração deixou de bater, mas desconfio que pelo tanto que havia nele de humanidade, sem remorsos abandonou o corpo, mas algures por ai vibra esse azul, Alvim, para nos fazer crer em dias melhores, uns com os outros. 

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publicado às 23:48

Estamos saturados

por Cláudia Matos Silva, em 17.02.15

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Os clientes da Nós devem ter reparado que durante dois meses nos canais de cinemas e séries completamente livres de acesso. Um período maravilhoso, visonei tantos filmes que me faltam dedos para os contar. Equacionei, depois de terminado o espírito 'nataleiro' dos senhores da Nós, quem sabe aderir. E estava a ganhar fôlego para ligar e fazer essa pequena alteração no meu contrato, visto que chegando a Fevereiro, os ditos canais voltaram à forma inicial, codificados. E antes que tivesse tempo, disponibilidade mental, paciência para ligar à operadora, fui contactada e não estarei a exagerar se acrescentarm perseguida. 

 

Ligam pela manhã, à tarde e durante a noite. 

Tocam à campaínha e batem à porta.

 

Por esse motivo, só por esse motivo, eu não assinarei os canais de cinema e séries da Nós.

 

Não atendo o telefone, nem abro a porta porque sei dos vendedores, sobreviventes, e não me parece justo serem o alvo da minha saturação. Alguém, faça chegar este 'feedback' às grandes operadoras, estamos farto de tanto assédio comercial. Assegurem um bom serviço, e garanto, o cliente irá até vocês de livre vontade tendo como estímula a melhor forma de publicidade desde que o mundo é mundo, passe de palavra.

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publicado às 15:48

Rafaello must die

por Cláudia Matos Silva, em 15.02.15

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Ele e ela foram feitos um para o outro, souberam-no instintivamente quando num qualquer mês de Setembro se conheceram. Desde então não se largam, companheiros para a vida, querem fazer-se velhos ao lado um do outro, e essa certeza comove-os às lágrimas. Não são de tristeza, diz ela entre fungadelas, ele sorri, limpa-lhe o nariz e acrescenta são de felicidade. Essa é a celebração diária, partilharem a vida no mesmo sentido da estrada, rumo ao mesmo destino.

 

Hoje, ele chegou a casa às 22.10, como habitualmente. Ela recebeu-o com aquele sorriso e ele desajeitado apresenta-lhe um embrulho feito (mal feito) de improviso camuflando uma caixa do que ela julga ser Ferrero Rocher. É dia dos namorados, diz, como quem lê o pensamento dela 'por esta não estavas à espera'. Sentam-se lado a lado, ele jogando pocker no tablet, ela deleitada com Rafaello, pequenas bolinhas de chocolate polvilhadas com côco. Lambuza-se mas mesmo assim partilha uma bolinha com ele que a devora enquanto se debate em mais uma jogada. Antes fora do seu alcance imediato, agora segura firme o pacote de Rafaello. Ele abana a cabeça com a condescendência de quem conhece aquela mulher, ela raspa o fundo da caixa cheia de papelinhos vazios. Ele já mal sente o sabor do côco na língua, ela aperecebe-se que limpou o sebo a Rafaello. Acabou, diz ela, num tom um tanto fatalista.

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publicado às 08:19

Quando um coração chora (por falta de amor)

por Cláudia Matos Silva, em 14.02.15

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Eles não sabem, mas este 14 de fevereiro de 2015 faz-se de chuva para que se deleitem na conchina um do outro. Sim, os casais dados ao consumismo desenfreado estão a receber um sinal, o verdadeiro romantismo não se revela num valente ramos de rosas ou num restaurante chique, muito menos na fila do cinema para ver as '50 sombras de Grey'. Se os apaixonados reservarem o dia de hoje à intimidade e acolhimento dos braços tentaculares num dia sem hora para terminar, os que andam às avessas com o amor podem relativizar este 14, que no fim das contas, é como outro 14 qualquer. 

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publicado às 19:27

Não vá o diabo tecê-las

por Cláudia Matos Silva, em 13.02.15

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Não sou supersticiosa mas creio em boas e más energias. Podem ser criação da minha cabeça, embirrâncias, a que chamo de energias para camuflar o meu mau feitio. Aceito. Mas não sou como M., atribui todos os azares da sua vida a bruxaria. De resto, tudo o que M. não souber explicar tem origens no oculto. E se eu pisar caquinha de cão no passeio da rua, mais que uma vez, sistematicamente até, M. olha para mim com cara de caso e emite um murmúrio imperceptível. Em tudo há um certa misticismo, até na relação com as finanças, que se por sinal aperta com ela como tem vindo a apertar com todos os portugueses, são forças do oculto, assegura.

 

No outro dia M. passeava o carro novo, verde alface, viçoso que nem um malmequer, lindo exibia-o nas estradinhas de cabras da aldeia onde passa os fins de semana, e desconfio estar nesse lugarejo a raiz desta erva daninha que lhe tolda o bom senso. Trazia o carro nas palminhas como se cuida um bem precioso e mesmo assim embateu contra um muro. Mau olhado, alegou, desnorteada.

 

Para M. e todos quantos se desculpabilizam pelas voltas do destino, nesta solarenga sexta feira 13, reflitam, o mau olhado existe apenas se acreditarmos. A realidade é a percepão, uma das frases mais acertadas que tem circulado pelas redes sociais. É por isso que de acordo com a percepção de M. todos os seus males se devam a factos exteriores. Mas na minha percepção, um pouco à distância como convém, sei de M. uma condutora negligente, pouco dotada mas afoita. Também sei de M. um protótipo inacabado do 'chico esperto' que julga dar a volta ao sistema e ficar sempre por cima.

 

O diabo, a existir, somos nós. Desenhamos meticulosamente todo e cada azar que atravessa o nosso caminho, através das escolhas que fazemos. De uma vez por todas, assumamos alguma responsabilidade, sim?

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publicado às 10:43

Aprender a amar de novo

por Cláudia Matos Silva, em 12.02.15

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Se a música faz parte da minha vida, ainda em redor de um gira-discos e por influência do meu pai aprendera a gostar de Abba. Desde os meus 6 anos, nunca deixei de me fazer acompanhar pelo som que tem o dom de me fazer sentir bem, pop. Em Dezembro do ano passado, contam cerca de dois meses e tal deixei de ouvir música, estava zangada, amuada, magoada ou amachucada. A minha profissão durante 17 anos foi dar a ouvir o que as pessoas apreciam, ou na melhor das hipóteses revelar-lhes alternativas, caminhos para novas descobertas. E fi-lo afincadamente, durante 17 anos com música, mas sobretudo a pensar no ouvinte. Mas como uma daquelas histórias de amor, sem final feliz à espreita, vi-me de luto, dispensada e privada de fazer a única coisa que até então sabia, e bem, desconfio. Não voltaria a ouvir música. Em casa, o silêncio, apreci-o. A solidão é reveladora e lembro uma canção da que sei, um amor para sempre, Madonna. Conta-me histórias e diz:

'Still I have no regrets
Cuz I survived the biggest test
I cannot lie and I won't pretend
But I feel like I lost my very best friend'

 

para concluir 'It's so sad that it had to end' porque perdeu um grande amor e fez o seu luto para se dar de novo e começar como se fosse o primeiro dia. Eu também perdi um grande amor, a devoção por uma profissão que julguei de sonho.

 

Hoje, afastei-me do meu corpo, vi-me ao longe do topo, notei uma miúda com vontade de se apaixonar de novo e amar um novo ofício. Essa miúda, no fundo sabe, retirou todas as boas lições e que está na hora de sair da zona de conforto. A vida é muito mais do que conhecera até agora. Volto a mim, vejo-me sentada frente a um teclado, e navego pelo spotify, oiço o novo da Madonna e enche-me as medidas. Ainda em período de convalescença, numa de auto-medicação, prescrevo os primeiros discos de Ciccione. Escuto-os alto, como há meses não ouvia música, cantarolando refrão, esganiçando desenfreada, sou apanhada em flagrante por H. Vejo-o feliz, voltou a ouvir-se música na nossa casa, e ali está ele com aquele brilho no olhar quando olha para mim. Sem que saiba dedico-lhe 'Nothing Fails', uma declaração ao nosso amor, um pelo outro, mas acima de tudo pela vida que por sorte partilhamos. 

 

I'm in love with you, you silly thing
Anyone can see
What is it with you, you silly thing
Just take it from me

It was not a chance meeting
Feel my heart beating
You're the one

You could take all this, take it away
I'd still have it all
'Cause I've climbed the tree of life
And that is why, no longer scared if I fall

When I get lost in space
I can return to this place
'Cause, you're the one

Nothing fails
No more fears
Nothing fails
You washed away my tears

I'm not religious
But I feel so moved
Makes me want to pray
Pray you'll always be here

I'm not religious
But I feel such love
Makes me want to pray

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publicado às 23:03

Amar os bichos, é respeitar a natureza das coisas

por Cláudia Matos Silva, em 09.02.15

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É um café pequenito, tem o Correio da Manhã para desfolhar enquanto beberico a primeira bica do dia. Os proprietários não são especialmente simpáticos, e porque grande parte da vida activa viveram nos Estados Unidos julgam-se, na sua pequenez de espírito, superior aos seus, os portugueses. Incomoda-me aquele constante desdem do seu país, quando o que é pequeno não é Portugal, mas a mentalidade de alguns portuguesinhos, e esses encontram-se no território das quinas como em qualquer parte do mundo. 

 

Não é novidade, gosto de bichos, todos os bichos. Mas nesta minha paixão, evito colocá-los acima das pessoas, como acontece, pronto. Fundamentalistas da defesa animal vão ao extremo e roçam o ridículo. Porque acredito que os bichos sentem, sentem mais do que imaginamos, mas não deixam de ser bichos e nunca devemos esquecê-lo. A propósito, lembro-me quase sempre de uma cena de um dos meus filmes favoritos 'The truth about cats and dogs', uma veterinária com um programa de rádio, recebe a queixa de um ouvinte. Após ter sido lambido insistentemente pelo gato ficou com a pele  irritada, desesperado pergunta 'o que devo fazer?'. A veterinária e o seu extraordinário dom da palavra lembrou-o do seguinte facto, bichos e homens, entidades separadas. Pediu-lhe para repetir com ela, em jeito de mantra e muito pausadamente 'Us/Them' (Nós/Eles).

 

É claro, para quem ama realmente os seus animais, sacrifica-se à dimensão do ridículo. Eu por exemplo durmo mal na minha própria cama, para que as feras se refastelem a seu bel-prazer. Sei que às vezes, demasiadas até, lhes confiro uma dimensão humano e esqueço as palavras da protagonista 'The truth about cats and dogs' - 'Us/Them' e sem dar por isso sinto-os como 'one of us' e ultrapassam-se certos limites no que ao bom senso diz respeito. Mas é tudo feito entre quatro paredes e o meu jeito de amor os meus bichos é meu, e ninguém tem nada a ver com isso. No entanto, a maneira como se maltratam publicamente outros patudos, é um assunto que mexe profundamente comigo e deveria ser discutida na asta parlamentar. A minha explicação baseia-se num facto que não deverá levantar grande discussão,  quem maltrata e abandona um animal inocente, também o fará a um humano. 

 

E todos os dias me cruzo com bichos atropelados, muribundos, perdidos e se pudesse, garanto, trazia todos para a minha casa. O mesmo não pensa o proprietário do café que avistando ao longe um cão de grande porte e coleira terá dito 'um dia dou-lhe uma cacetada'. Olhei o velho homem, mas com as veias raiando ódio havia cegado naquele instante.  O café pousado sobre a mesa e ali ficou, intocado, não estava capaz de ficar num sitio onde se usa da violência, mesmo verbal.

 

Lá no país de onde ele veio, e até tem uma nota de dolar pendurada junto ao balcão, certamente haverá uma lei de protecção dos animais. É assim em qualquer país evoluído e por evolução não me refiro a grandes metrópoles com arranha céus até perder de vista. Já toda a gente conhece a citação de Gandhi ' A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados', e certamente o guru não falava de uma cultura cujo dolar é emoldurado como validação de moral, que felizmente, ainda não se compra nem com euro, libra ou zwanza.

 

Gosto muito do meu país, tanto que não fazem ideia, no entanto detesto quem o defralda, não por partir em busca de melhores oportunidades, mas porque diminui, e até renega o seu berço. Quem é bem nascido, tem na sua vida o respeito pela natureza das coisas. Em Portugal ou em qualquer parte do mundo há gente que não vale um chavelho e enquanto assim fôr, é aos bichos que dou o melhor de mim.  

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publicado às 11:53

collage.jpgA Senhora Dot cruzou o meu caminho como tantas outras, até a este ponto nada de especial, não tivesse ela um talento enorme para a ilustração. Pensei, ora aqui está uma pessoa com quem eu gostaria de desenvolver um projecto, eu escrevo, ela desenha, a simbiose perfeita. Mas a Senhora Dot, tem outros dotes para além do desenho, e também apaixonantes legendas para cada uma das suas criações. Então decidi, ficar no meu canto, visitando-a diariamente, só para lhe conhecer novos personagens. E um dia não resisti comentá-la, procurei um e-mail para o fazer discretamente, julgo que alguns comentário na blogosfera são ao estilo 'toma lá dá cá', e não era de todo a minha intenção. Talvez não fosse muito importante para a Senhora Dot saber, mas era importante para mim contar-lhe, como me identifico com aquelas legendas. Às vezes parecia mesmo eu a falar 'gosto de me ver contigo', se bem que eu inverto um pouco a frase mas o sentido é o mesmo 'gosto de te ver a meu lado'. E eu gosto de subscrevê-la e tê-la na minha barra de favoritos, mesmo à mão de semear, para me fazer ganhar o dia. E  foi o que aconteceu quando se lembrou de me ilustrar, nunca ninguém o tinha feito. Pela novidade, ou acima de tudo pelo gesto, comoveu-me. Não a destaco neste #Follow Friday porque me desenhou, mas porque me comoveu e julgo que quem a visitar também ficará encantado com o maravilhoso mundo da menina que vive com a cabeça nas nuvéns. Gostava de a convidar para vir cá abaixo beber um chá comigo. Será que a  Claudia.dot, aceita?

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publicado às 14:21

Domingo e um mau filme. Could it be worst?

por Cláudia Matos Silva, em 01.02.15

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Há perguntas que ofendem, mesmo que não me sejam dirigidas. Na fila para a bilheteira do cinema, chegada a hora de comprar o ingresso, há sempre alguém que pergunta 'que filmes há para esta hora?'. E não é pelo facto de ser incómodo para o funcionário, às vezes tem mesmo de entrar em detalhes quanto à especificação da película até o espectador se decidir. Também não é pelo aglomerado de pessoas, alguma impacientes (eu) que sabem exactamente o que ver, e devidamente esclarecidas querem apenas despachar aquele processo chato - ' tem cartão zon? então tem outros descontos? e pipocas, hummm, deseja bebida? - O que realmente me ofende na pergunta à boca da bilheteira 'que filmes há para esta hora' é o total desrespeito pela arte, é gente que não vai ver cinema, vai apenas ao cinema, e note-se são conceitos bem diferentes. E os que vão ao cinema, é porque não se lembram de mais nada para fazer num entediante Domingo à tarde, e depois do passeio pelos corredores do Continente, queimam um pouco de tempo no cinema, ruminando pipocas e amaldiçoando o facto de segunda-feira estar à porta.

 

Porque no melhor pano cai a nódua, hoje eu fui ao cinema como todos os que desrespeitam a arte, comprei pipocas e bebidas, e ruminei alto e bom som. Em minha defesa, o dia de frio e chuva inviabilizava uma saída fora de portas, o plano de ver 'A teoria de tudo' gorado pela sala estar cheia e a pouca paciência para voltar ao trânsito com uma estrada replecta de domingueiros. Na rifa saiu-me 'BlackHat' de Michael Mann, por algum motivo esse filme nunca constou na minha lista, e depois de duas horas e meia, realizei na minha cabeça que não voltaria a fazer outra assim.

 

Venha a chuva, o frio, filas de trânsitos e domingueiros, mas nunca um mau filme. É que uma fita mediocre consome-me quase tanto como uma película brilhante. 

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publicado às 15:22


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