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Barrinhas Slim Low Carb

por Cláudia Matos Silva, em 27.08.14
Depois de ter perdido 30 quilos há mais de quatro anos, a inevitável provação teria de chegar. Aguardava, portanto não fui apanhada de surpresa, quando de mansinho se foi instalando com, a início, pequas fúrias de acúcar, para agora se revelar em verdadeiros ataques, buscando tudo (e mais alguma coisa), doce. Sei que a minha compulsão alimentar é para a vida, assumi-lo não torna o processo mais fácil mas remete-me para um auto conhecimento terrivelmente angustiante. Eu sabia que voltaria a cair, essa consciencia é um pau de dois bicos. Se sabia da inevitabilidade, porque regresso a velhos maus hábitos? Por outro lado o meu subconsciente produz respostas tão desconcertantes, se é inevitável há que deixar a natureza das coisas fluir. Mas se eu não contrariar a minha verdadeira natureza animal, o meu cérebro reptílico, passaria os dias na cama a devorar snacks e documentários pela cabo.
 Não tem sido fácil manter o peso perdido, e caminho numa corda bamba, em permanente equilíbrio para que a compulsão não se abarbate da minha  vontade, mantendo com oscilações um peso saudável e a permanente angústia da que tem um historial de 'mulher gorda'. Contrariar é uma batalha para toda a vida e requer disciplina, muito mais do que simplesmente querer ser magro, a disciplina é a maior aliada neste processo de profunda angústia.
O meu orgamismo, neste momento, passa por um dos perídos de maior adição aos doces, dos últimos anos. Como em qualquer outro vício, sinto o corpo pedir a sua dose  diária de açucar. As armas desta compulsão são poderosas, deixam-me entre a apatia e a esquizofrenia, perco o norte e a razão dilui-se num copo de gelado. É nos momentos de maior consciência que opero e a minha missão é, mais do que combater essa fúria do açucar, que para já vai levando a melhor, contorná-la como uma alternativa, do mal o menos. Por exemplo, como uma peça de fruta nos momentos de maior desespero, porque o acúcar da fruta não tem aditivos. Descobri ainda as barrinhas Slim, Low Carb, uma nova alternativa aos chocolates, pode comer-se por duas vezes entre refeições e acompanha saciante com um chá. Aqui fica a composição destas barras que para estão disponíveis nas farmácias. 

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publicado às 08:17

Coragem é...

por Cláudia Matos Silva, em 03.06.14


saber pedir ajuda na hora certa. Nunca me considerei fraca por fazê-lo, bem pelo contrário, ao chafurdar na profunda miséria sem permitir que alguém me dê a mão para me tirar do lamaçal, é não só teimosia, burrice, falta de humidade e fraqueza. Mas saber pedir ajuda na hora certa, revela-nos auto conscientes e conhecer os nossos 'ais' sem rejeitarmos a dor, isso é de bravo. Hoje, dei o primeiro passo e liguei à minha médica, marquei consulta para dia 16 e sinto-me tão orgulhosa como envergonhada. M. diz 'quem tem vergonha anda magro' e já subi na balança cinco quilos que me parecem fora de controlo, portanto não caminho para magra. Perco a vergonha em nome do meu amor próprio, um dos principais cavalos de batalha em duelos comigo mesma e dos quais quero sair vencedora. Peço ajuda consciente de que sozinha não consigo vencer esta batalha, numa guerra que se faz para a vida. Eu sei que T. vai entender-me, e embora receie que me diga tudo o que já sei, creio que as palavras assertivas de T. podem surtir efeito neste processo e revertê-lo.

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publicado às 19:26

Às vezes sou mesmo uma 'ganda abóbora'

por Cláudia Matos Silva, em 22.04.14


Já mal passo se não tiver aqueles 5 mintos por volta das 6.30 da manhã. Aqueles 5 minutos fazem toda a diferença e dão-me tanto ânimo para começar o dia. Lembra-me uns anos quando tive o pior período da minha vida trabalhando numa grande instituição universitária e mal alcançava a escadaria o meu estômago ficava num frémito, o que me salvava eram os 5 minutos de afecto entre uma chávena de chá quente, sabor a mente, às vezes no puro silêncio com M. Este não é o pior momento da minha vida, bem pelo contrário, mas acordar às 5 da manhã (ou antes) pode ser no mínimo pornográfico e condiciona toda a vida social, pelo que 5 minutos de café por dia com S. enche-me o coração de coisas boas. Tendencialmente não falamos de nada de importante, mas hoje houve informação valiosa para esta que usa a cozinha apenas para guardar tarecos ou fazer exercícios de alongamento. S. e a dica da abóbora, junta-se ervas, um fio de azeite e sal. Leva a gratinar e quase parecem batatinhas fritas, com a vantagem do sr. doutor aprovar e até acrescentar que a batata doce também é bastante boa para o mesmo efeito. Está registado.

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publicado às 19:52

Roseanne diz umas coisas

por Cláudia Matos Silva, em 10.04.14

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publicado às 12:24

Perguntas sem resposta

por Cláudia Matos Silva, em 08.04.14

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publicado às 09:53

Humn, é mais ou menos a minha explicação

por Cláudia Matos Silva, em 05.04.14

Friends

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publicado às 15:55

Veja-se livre dos ácaros e fungos também...

por Cláudia Matos Silva, em 02.04.14

 

E se o mundo inteiro nos quer convencer com livros de auto-ajuda ou programas de 'trash tv' versando a esperança é a última a morrer, parece-me justo que uma vez por outra assumamos umbiguisticamente que não há qualquer salvação para a nossa alma e por isso tenhamos pena de nós próprios. Vamos mais longe, marque-se na agenda, o dia para ser absolutamente desafortunado e cair no mais profundo abismo, e marque-se já, antes que ele se instale de armas e bagagem na nossa vida sem que tenhamos pulso ou mãos a medir.

 

Hoje é um desses dias, caí num atoleiro de m*rda por masoquismo puro. E ameaço com os olhos em órbita e um hálito fedorento 'ai de alguém que tente arrancar-me da miséria, é minha, só minha' e chafurdo, chapinho que nem uma popota de folga, assumindo a verdadeira  natureza animal do boneco animado do Continente, porca. Não me falem, dirijam a palavra, telefonem ou sequer levantem questões, hoje não estou.

 

Ao volante passo pela pastelaria com os melhores bolos da grande Lisboa e peço para embrulhar dois gigantes palmilheres. Não quero olhares, esgares, sobrancelhas erguidas por isso saio em passo de corrida, volta a entrar na viatura e não demora a devorar cada centímetro de bolo. É uma das minhas fúrias do açúcar e sinto-me à beira de uma overdose, não páro, a razão diz-me para deixar o segundo bolo para H. que gostaria da surpresa, continuo com os olhos colados no placard mesmo à frente do nariz 'Veja-se livre de ácaros' e ataco o segundo palmilher. Às vezes sinto-me mesquinha, pequenina, insignificante e com um poder auto-destrutivo de fazer corar um ácaro ou até um fungo de quem sou aparentada pela grande necessidade  de doces e por só estar confortável no quentinho.  

 

* Perspectiva de uma compulsiva alimentar.

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publicado às 11:15



Passei pela estação apanhei G., entrou na viatura bem disposto como costume e atirou um pequeno saquinho para cima das pernas, cheirava a fritura e senti-me o tal do cão de Pavlov, salivando. Debato-me com uma das piores fases neste percurso compulsivo, segurar-me diariamente é angustiante e se eu não fosse da minha natureza encarar as misérias quotidianas com a tolice que me caracteriza e há muito não me deixa crescer, certamente teria um problema bem pior. Há dias bons, lidar com a comida até parece ser fácil, preciso dela para sobreviver e é preciso fazer escolhas acertadas e ultrapassar todas as tentações com distinção. Outras alturas é um terror estar na minha pele, o mundo parece ter ruído em cima dos meus ombros e a auto estima já em pó nada pode fazer para me levantar da cama onde me encontro num total estado de letargia. No meio deste bolo rançoso em que a vida se torna quando a relação com a comida é tudo menos harmoniosa, com os que me rodeiam as energias não são boas.  Alguns para agradar dão-me comida, outros por se preocuparem tiram-me a comida. Nenhuma das decisões casa bem com a dualidade instigada na minha psique doente e o conflito é inevitável. O mundo está contra mim ou serei eu contra o mundo?

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publicado às 08:27

Pipocas com canela

por Cláudia Matos Silva, em 13.03.14
Eu sou compulsiva alimentar e é assunto que pretendo abordar com muita frequência para ajudar outras pessoas com o mesmo problema que eu. A minha vantagem sobre as outras pessoas é conhecer-me bem e isso é meio caminho para que o processo possa fluir mais rapidamente e sem incidência de recaídas ditas graves.
Perdi cerca de 30 quilos, acreditem não é o mais difícil, e ganhei 3, isso sim é mais grave do que parece, porque acrescentar um segundo dígito aos três, está à distância de umas gomas da Hussel, do novo Magnum com frutos vermelhos ou do mais básico pão com manteiga. Faça-se destes deslizes pontuais uma rotina e dos três quilos chego aos 30 sem dar por ela.
Estou preocupada, claro que estou. Chateada e triste, tenho andado de fato de treino para evitar que a roupa apertada, recuso espelhos e fujo ainda mais das pessoas do que é costume. Perguntarão, por apenas três quilos? Vejam bem os modos como a Ellen Page, a miúda da imagem come as pipocas, sou mais ou menos eu agarrada ao rim da pastelaria do Feijó ou ao Sundae XXL com tudo a que tenho direito, dose dupla de chocolate e amêndoas.
A forma como se aborda a comida também é um alerta, afinal somos pessoas ou bichos? Como seres pensantes sabemos que não virão tirar-nos o prato da frente, logo não se justifica tal sofreguidão. Então, porque o fazemos? Os que não entendem, rematam "porque és uma gorda", a situação é bem mais complexa e a compulsão não se resolve com duas cantigas nem sequer com um post num blog

Se alguém padece deste mal, não deixe para segunda feira a grande decisão de fazer alguma coisa, porque nessa altura já acrescentou mais alguns quilos e há que evitar sequer um grama neste momento. Vamos começar pelo básico, logo à noite quando estiver a dar o Benfica em vez de enfardar salgadinhos, é favor pôr um fio de óleo numa panela, deitar milho e deixar a pipoquinha ganhar vida. Depois polvilhar com um pouco de canela porque acelera o metabolismo e também torna o petisco mais apetecível. Acompanhar com chá, sem açúcar. Vá lá, vamos fazer isto juntas para não custar tanto.

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publicado às 11:16

Assuntos para ser levados a sério

por Cláudia Matos Silva, em 25.02.14
Atenta aos graffiti que pintalgam os nossos muros, encontrei uma espécie de auto-retrato. Não espantem o bigode, há demasiada testostenona em mim cuja interpretação para uma ilustração acertada, um farfalhudo numa menina que se recusa a crescer e cuja grande obsessão são os doces. A tendência é para ironizar com as minhas fraquezas, não encontro outra alternativa, mas o assunto, compulsão alimentar, não é para grandes brincadeiras. Há uns tempos escrevi sobre o tema, depois fartei-me, como me farto de quase tudo na vida e neste momento julgo ser de alguma utilidade partilhar como consegui perder 30 quilos e a receita para manter o peso estável. É serviço público, por alguém que tão pouco se leva a sério, mas é atenta o suficiente para entender que a seu lado há um mundo de gente que sofre desta terrível compulsão que muitos desvalorizam, culpabilizando o gordito por se ter abandalhado. 
Primeira lição. Ninguém é gordo porque quer. Ele pode rir, brincalhar, é a alma da festa, o primeiro a fazer piadas de gordos, mas nos momentos de solidão quando se olha ao espelho, cai em si e sente-se um falhado. 
Segunda lição. Genericamente, a única culpa do gordinho é da maldita genética que lhe coube em sorte. 

Pensem, culpa-se alguém por ser ruivo, ter nariz torto, orelhas grandes ou mãos pequenas?

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publicado às 16:07


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