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Ordena-me como a um cão

por Cláudia Matos Silva, em 25.06.14


Assumo publicamente a minha relação com Benjamin e ele sabe, por isso dá-lhe ares de superioridade. É gato que não tem um pingo de humildade, talvez estejamos para conhecer um felino humilde, mas Benjamin reclama para si o melhor posto, eu. Devoto-lhe o meu amor, trato-o como um bebe e para além de arriscar-me transformar um gato fera num estrupício maricas, ainda sou tida como posto; um sitio, cantinho, lugarejo onde Benjamin se deita reclamando para si todo o amor do mundo. No seu posto ( também é de comando) fica de olho no outro mânfio, Leonardo, sempre à coca para destroná-lo apenas com o cheiro do bafo putrefacto.


A foto que partilho é desde o posto de Benjamin, eu, e pela altura em que a imagem se fixa no ecran do pior telemóvel do mundo, noto olhar-me ameaçador como quem ordena um cão, vá agora quieta e não respira. Sustenho a respiração, quero-o comigo, e sou grata por ser eu o seu posto favorito.

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publicado às 13:51

Nunca estamos realmente sozinhas

por Cláudia Matos Silva, em 23.04.14

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publicado às 11:45

Esse ditador de quatro patas...

por Cláudia Matos Silva, em 01.04.14


...estacionou em frente ao monitor lembrando que me aqueceu cama e que até já ligou a tv no meu canal favorito.


- Já vou, sim, Benjamin, deixa-me só ir buscar as bolachinhas. Não queremos estragar o filme a ninguém, bolas, o que é uma solteira que vive com gatos sem bolachas? hen?? Uma farsa!

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publicado às 19:17

Anda o sol na minha janela

por Cláudia Matos Silva, em 30.03.14


E se o Benjamin se põe à janela há sol fora e dentro de casa. O brilho reflecte no espelho e capto o momento com o pior telemóvel do mundo, porque gosto da altivez com que este e qualquer felino olha para os demais. Nunca duvida da sua perfeição, do seu lugar no mundo ou apenas na minha cama. 

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publicado às 10:04

Gato com a mania que é gente

por Cláudia Matos Silva, em 22.03.14




O Benjamin é um elemento da família como qualquer outro e até dorme na almofada ao meu lado, por vezes por capricho, escolhe dormir precisamente na mesma almofada que eu, quase em cima da minha cabeça. Veio para minha casa trazido pela amiga Luísa, soube que era gato estimado mas a dona tinha falecido com um cancro fulminante, mas sabia-se que teria desejado um lar seguro para o Ricky, o nome inicial do meu Benjamin. Quando o conheci, à janela de uma pequena casa em Lisboa, com um olhar fi-lo entender que não seria desrespeito pela falecida mudar-lhe o nome, mas aqui não é nenhum bordel, não existe "vida loca", portanto gato com nome de cantor latino estaria completamente fora de questão. O primeiro ano foi de adaptação difícil, julgo que o Benjamin queria mesmo soltar a franga, comer quem sabe um frango inteiro com aqueles dentinhos que parecem agulhas afiadas e andar numa "vida loca" neste doce burgo suburbano que o acolhia. Pois a música era outra, num estilo mais contemplativo por estas bandas pensa-se muito, lê-se muito, bebe-se muito chá e dorme-se que é um disparate. Conseguimos chegar ao ponto de equilibrio passados mais de três anos. Somos companheiros e o Benjamin é mesmo um elemento da família, mais valioso do que alguns cuja ligação chega por sangue. Ele é tão presente no quotidiano, replica-me nas pequenas coisas, e sem dar conta eu replico-o noutras tantas que julgo, o Benjamin é o gato com a mania que é gente. Já não é novidade, mas eu sou gente (às vezes) com a mania (quase de certeza) que sou bicho.   

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publicado às 07:50

A perfeição num feriado com chuva e frio

por Cláudia Matos Silva, em 05.03.14

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publicado às 08:19

Faz-te gato, pá.

por Cláudia Matos Silva, em 25.02.14

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publicado às 22:45



...e ele tem essa noção. Oeiras, tarde de sábado e ali estava o senhor felpudo que a princípio julguei um exemplar Kitler (mas não é, falta-lhe a mancha negra debaixo do narizito), lembrando-nos onde reside a verdadeira beleza. Mesmo o vádio, anda aos caixotes, bicho de ninguém mas admirado por toda a gente sente que o mundo fica muito mais bonito com a sua presença. Não é por isso de estranhar a sua imposição, a que nem todos são tolerantes; entre os que pensam dos gatos traiçoeiros ou preferem cães ou mesmo a tal espécie, perdoem-me mas recuso-me chamar-lhes pessoas aos que não gostam de qualquer tipo de bicho e até escarnecem dos que devotam a sua atenção aos patudos. Tenho certo, quem não gosta de animais também não pode gostar de pessoas e quem os abandona, um dia irá fazer o mesmo à pessoa que caminha a seu lado. Sem dar moral, há frases míticas que acabam por se tornar verdades absolutas, das duas uma, ou  há grandes mestres da adivinhação, vulgo pensadores,  ou o ser humano é tão previsível e mesquinho capaz de fomentar  com a sua falta de carácter trágicas inevitabilidades. Por isso as conclusões de Gandhi não foram  assim tão brilhantes quando opiniou acerca da forma como tratamos os nossos bichos, ser apenas reflexo da nossa civilização. Direi que é mais falta de civilização. 

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publicado às 09:19

Eu tenho dois amores

por Cláudia Matos Silva, em 19.02.14


O gato Benjamin e as crónicas do Miguel Esteves Cardoso. Bem lembrada esta posta :)

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publicado às 12:22


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