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Só porque não viro costas ao desconhecido...

por Cláudia Matos Silva, em 05.01.16

O ano passado a Curly aos Bocadinhos lançou-me um desses desafios da moda. Por acaso na adolescência, fazia o mesmo num caderno com argolas, as perguntas teriam de ser respondidas por amigos e colegas de escola. Seria giro recuperar um desses registos, lembro-me até da pergunta 'conta-me um segredo' e um rapaz sádico com a mania de ser esperto escreveu 'hás-de morrer careca'. Aguardo pelo veredicto. Fico, no entanto satisfeita, pela Curly se ter lembrado de mim. Dizem nunca é demasiado tarde, e por isso aceito o desafio, numa de resolução 2016, nunca virar as costas ao desconhecido. Aliás, a Curly deu o exemplo, uma das resoluções dela para 2016 é encontrar-se comigo. Finalmente.

 

As Frases:

 

Sou muito 'manienta' / 'niquenta', sim tenho manias, muitas. Manias que muitas vezes não devem nada à coerência. Sou (muito) estranha à brava. 

 

Não suporto tanta coisa. Posso começar: discussões, pessoas a falar alto, multidões, barulho, trânsito, machistas, pessoas sem sumo e a maior parte dos conteúdos postados no facebook. Há mais, mas assim já dá para perceber que por não suportar tanta coisa, também eu sou bastante insuportável.

 

Eu nunca beijei uma mulher, tudo o resto acho que já fiz, quer dizer...também nunca fiz 'swing', nem 'ménage'...ora bolas, estou a levar a resposta para o caminho do pecado. Talvez porque tenha feito muito pouco, o que na prática é nada.

 

Já me zanguei sem razão nenhuma. Sou muito boa nisso, devia até ser considerado um item para valorizar o meu curriculo vitae.

 

Quando era criança meti os dedos na ficha eléctrica só para saber como era. Como manifestar a minha experiência? Electrizante, no mínimo.

 

Neste exato momento tenho o meu gato Benjamin em cima das minhas pernas, pedindo atenção. Confesso lancei uma bufita (fedorenta) mas o raio do gato ama-me a valer, mantém-se estoicamente entre as minhas entranhas. 

 

Morro de medo podia dizer morte, mas é obvio e redundante o mesmo seria 'morro de morte morrida'. Na verdade morro de medo de não voltar a exercer profissionalmente a única coisa que sei fazer. 

 

Sempre gostei da solidão. Adoro fazer as minhas rotinas, absolutamente sozinha, sabendo no entanto que em casa me espera o calor dos braços de H. e o afago das patitas de unhas afiadas do Benjamin e do Rusty.

 

Se eu pudesse não é bonito dizer, mas há umas quantas pessoas que me estão 'atravessadas', mas se eu pudesse o que lhes faria? Não sei. Portanto, positivando, se eu pudesse deixava-me de tretas, evitava a auto-crítica (porque castra-me como um policiamento feroz) e escrevia um livro como deve ser.

 

Adoro comer, comer e comer.

 

Fico feliz quando os meus sorriem e me fazem sorrir de verdade. 

 

Se pudesse voltar no tempo não voltava. Não tenho saudade nenhuma do que já foi. Hoje sou e estou melhor em tudo. Até no 'botá'baixo'.

 

Quero viajar acima de tudo conhecer os lugarejos em Portugal. Não sou de grandes destinos, exotismo e multiculturalidade, se assim for no Martim Moniz há muita, não preciso gastar o que não tenho para conhecer outra cultura. Por isso, e por menos interessante que pareça,  voltar a Londres era bom, ou conhecer Amesterdão e andar de bicicleta pela cidade também não devia ser mau. Por hora passeio de bicla em Cacilhas, é quase a mesma coisa, não é?

 

Eu preciso de um 'gandaaaaaaaaa' tacho. De outra forma isto não vai lá.

 

Não gosto de ver mulheres acima dos 50 a comportarem-se como se tivessem 15 e quisessem recuperar a adolescência perdida. Teria sido mais bonito dizer, não gosto de ver crianças a morrer de fome, mas é óbvio, quem gosta?!

 

Curly, vamos lá marcar o café.

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publicado às 21:00



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