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Clinomania ou o excessivo desejo de ficar na cama

por Cláudia Matos Silva, em 30.03.15

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 M. apenas está bem na horizontal e esse facto não tem qualquer malícia. Confessa-me envergonhada, se pudesse estava sempre enfiada na cama, e tentando contraiar esta vontade nota-se alguma embirrância com o mundo em geral, as pessoas em particular. Diz-me que tem de ir ao médico, não é normal tanto tempo enfiada na cama, e logo para quem se queixa M., eu que tudo faço na cama. Acalmo-a com as minhas palavras, tento, ao menos tranquilizá-la, é normal que se queira espraiar naquele mar de lençois quentinhos, não há melhor posição que a horizontal. Da minha cama para a dela, numa pesquisa pelo google, informo-a de uma condição a que chamam de clinomania. Sente-se uma voz aliviada do outro lado da linha, no fundo ela quer dar um nome ao seu estado. Assim seja, embora de difícil diagnóstico, a clinomania manifesta-se pelo excessivo desejo de ficar na cama e confunde-se às vezes com depressão, mas são coisas bem diferentes.

 

Hoje começo por lhe sentir um certo ânimo na voz, diz-me até que vai levantar-se, dar um passeio ou fazer uma longa caminhada na marginal. Espreita por uma nesga da cortina, ainda meio enremelada, e partilha comigo 'está um dia bonito, mas algo me diz, aquele sol não é de confiança'. 

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publicado às 08:59



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