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Algo ligeiramente diferente no Dia Mundial do Livro

por Cláudia Matos Silva, em 23.04.15

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Ando a conta trocos, não vale a pena pintar o cenário como se vivesse num encantado arco-irís, posto isto mantenho alguns hábitos de leitura, usando as facilidades das partilhas grátis em pdf pela internet.

 

No tablet 'Wild', a história real de Cheryl Strayed, adaptada recentemente ao cinema por Jean-Marc Vallée e no foco Reese Whitherspoon. Se não estamos contentes com as transformações a que o mundo nos sujeita, causas inegáveis da mão impiedosa do homem, lançarmo-nos com unhas e dentes à  natureza, pode ser a resposta. Mas nem todos têm estofo para aguentar a provação do frio, do calor, da chuva e do sol. Viveríamos como ciganos, pernoitando numa tenda para logo às primeiras horas do dia, partir, palmilhar serra acima, serra abaixo e os pés irreconhecíveis atafulhados de bolhas disformes. Cheryl Strayed não teve medo, nem do sangue ou do suor, e deixou tudo para trás, com uma certeza, haveria de regressar, mas não tinha pressa. 

 

Apetece-me fazer o mesmo, partir sem destino e embrenhar-me pela natureza mais selvagem, mas ao contrário de Cheryl Strayed, não gostaria de voltar. Não aprecio do mundo que me rodeia hoje e estou certa que vou gostando menos a cada dia que passa. Chamem-me cobarde, quero fugir, sim, mas ainda há quem me prenda a este sitio onde reinam os oportunistas, não as oportunidades. Porque tenho sempre um plano b, refugio-me em pequenos prazeres, dos tais que me desligam das pessoas.

 

No dia Mundial do Livro, pinto, como uma criança inocente sem noção do que o amanhã lhe reserva, o meu livro cheio de gatinhos é delineado com rigor, intenção e dedicação. Não sei quem sou, nem quem me olha, quando estou de volta dos meus gatinhos, ansiosos pela identidade que eu lhes quiser dar.

 

Este é o livro que me acompanha, hoje, amanhã e enquanto funcionar, lá estou na minha bolha pairando 'under the rainbow' e a bem da minha sanidade mental, desta forma, combato a mesquinhez terrena. Assim é com meia dúzia de pontas afiadas que traço por cada linha onde implodem cores múltiplas. As bonitas cores que muitos recusam percepcionar nas pequenas coisas. Se há quem  prefira o mundo a carvão, para esses, encomede-se já um caixão e entreguem a alma ao diabo porque é dele o reino dos infernos. 

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publicado às 17:53



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