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Cornflake Girl

por Cláudia Matos Silva, em 28.11.14

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E. conta-me que L. passou alguns dias em sua casa, entre outras javardices a que foi assistindo, a pior de todas, comer na cama. Indignada, queria à força obter alguma reação da minha parte, a que terei respondido com o insípido 'pois'. E. tem razão, as migalhas enroladas nos lençois são uma porcaria, e nesse ponto estamos de acordo, é o mesmo que dormir num areal. Diría mais, é chato, desconfortável, pica e uma pessoa passa grande parte do tempo a sacudir migalhas de um lado para o outro, sem nunca se ver realmente livre delas.

 

E. não entende que o melhor do mundo são os picnic's na cama e o resto, são apenas consequências, e muitos de nós não nos importamos de lidar com elas. Acobardei-me, deixei E. falar até se acalmar um pouco em todo o fundamentalismo, a cama é para dormir, finalizou.

 

E., tu que não lês o meu blog, a cama é para o que cada um de nós entender. Ontem regalei-me com um saco de água quente, o Benjamin debaixo das mantas num infindável 'ron ron' e eu devorando uma taça de cornflakes, que depois de vazia, posei na mesinha de cabeceira para afundar-me entre os lençóis com o meu gato. 

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publicado às 09:43

'Virados do Avesso' - O que correu mal?

por Cláudia Matos Silva, em 27.11.14

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É muito importante contextualizar as próximas palavras. Não gosto de falar mal do cinema português, dizer algo como 'para português não está mal' ou 'o cinema português é uma seca' ou pior 'vê-se logo que é português'. Defendo-o, assisto praticamente a todas as estreias, salvo raras excepções. Mas as próximas linhas são tão verdade para este filme como para outro qualquer vindo dos grandes estúdios americanos.

 

'Virados do Avesso' gerou reboliço nos media pelo mega elenco que prometia roubar gargalhadas aos expectadores. O mote deixou-me um certo esgar nos lábios, um gay com amnésia porque comeu berbigão. Deste ponto em diante tudo poderia correr muito bem, na que é a primeira aventura de Edgar Pêra nas comédias ligeiras. Num percurso inequívoco e especial interesse pelos cenários independentes, nem sempre consensuais aos críticos, salvo o caso de 'O Barão', Edgar arrisca uma vez mais a polémica. Não pelo foco ser uma história de amor gay, há muito que o assunto deixou de ser tabú, mas pela fórmula usada. Pêra caricaturou, talvez julgasse seguir o caminho da ousadia, em vez disso caiu na parolice pura. 'Virados do Avesso' é uma comédia que não faz rir e isso é triste.

 

O realizador tenta roubar-nos gargalhadas  a todo custo, o recurso à 'bicha doida' e os lugares comuns, caricaturas tão pouco originais e sofríveis, lembrando talvez uma sessão da 'actors studio' na aula cujo tema é 'let's pretend we're gays'. E aposto, as notas seriam negativas para Diogo e Jorge. 

 

Não direi um erro de casting, bem pelo contrário. Créditos firmadíssimos de Morgado ( agora internacional, continua a fazer questão de participar em projectos nacionais) e Corrula que finalmente despiu a batina do Padre Amaro. O leque de extraordinários actores continua com Nuno Melo que veste sempre bem qualquer personagem, a excêntrica Marina Albuquerque ou Nicolau Breyner, secundaríssimo protagonizou mesmo assim a melhor cena de todo este desastre. 

 

'Virados do Avesso' quanto muito serve para lembrar algumas pessoas que por muito que continuem meio esquecidos por causa do berbigão nunca devem negar a sua verdadeira natureza. Puro senso-comum, não é preciso submeter-nos à 'parade' de figuras públicas em 'Virados de Avesso' e a sua brilhante estratégia de marketing a que nem sequer Anselmo Ralph faltou à chamada. 

 

E se gostam de humor gay, feito por gays e aplaudido por gays, recorram aos vídeos no youtube da bicha do demónio.

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publicado às 15:52

Uma chatice, esses amores resolvidos!

por Cláudia Matos Silva, em 27.11.14

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Há imenso tempo que não punha a vista em E. Tinha saudade dela, não direi que é a minha melhor amiga, na verdade não tenho amigas, quanto muito é a única que tenho. Sei no entanto, que é das melhores pessoas que conheci até hoje, mas desde que encontrou a 'tampa' para a sua 'panela' nunca mais fez grande questão de estar comigo ou com quem quer que seja, confidenciou-me. Também, partilhou comigo, sente falta dos momentos de 'meninas', mas foi uma opção espontânea, dedicar-se à relação 'a dois'. Instigo-a a mudar um pouco, quero-a de volta às nossas actividades de pouco interesse mas que nos garantiam gargalhadas.

 

O reencontro é estranho, deambulamos em assuntos perdidos no fundo da gaveta. A nossa vida não tem o drama dos amores complicados. Não há confidência dramáticas a partilhar, um homem que nos humilha, uma auto-estima magoada ao ponto de precisarmos de longos telefonemas para uma (suposta) amiga que mais não é que uma espécie de depositório de mágoas. Essas não somos nós, uma chatice. Bem amadas, relações assentes em pilares de amizade, buscamos assuntos como interessantes workshops a frequentar (gratuítos de preferência), receitas vegan (não morremos de amores pelo consumo de carne), a vontade de zarpar de Portugal (este país não é para quem gosta de trabalhar, prefere os que pedem baixas médicas) e o mundo, viagens possíveis em 2015.  

 

Sabemos que teríamos acesas conversas se levassemos no trombil dos nossos homens, em vez disso, bebemos chá morno e partilhamos as últimas peças que andamos a executar. Eu crouchet, E. em feltro. Assim, cosemos os nossos laços, entre agulhas e linhas coloridas, numa amizade sem drama ou sangue. 

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publicado às 08:34

Três mulheres

por Cláudia Matos Silva, em 27.11.14

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Sentámo-nos as três, duas com a mania de que sabem e uma com credenciais de verdadeira sabichona. Três mulheres de carácter vincado, olhando-se fixamente, tentando compatibilizar-se durante 45 minutos, sem estalar o verniz, e aquele pequeno formigueiro no estômago. Não são as borbuletas da paixão ou de enamoramento, apenas irritâncias que podem dar comichão intensa ou incontrolável vontade de soltar um berro 'shut up, bitch'.

 

As três mulheres de forte personalidade faziam o seu papel, onde me incluia fazendo arte daquela charada, como se fosse uma peça de teatro erudito. Fingimos apreciar a companhia umas das outras, genuinamente. Sorrimos, lançamos sarcásmo, pérolas de sabedoria, e não arredaríamos pé da nossa missão, cooperar. Nenhuma quis sentir-se embirrante, embora todas saibam que são de amores impactantes e desamores assolapados, justificam com questões do sangue, da pele, das auras, das energias, do que não se vê mas sente. Amam com a mesma intensidade com que odeiam e ali, diante umas das outras, só querem estar equilibradas e ser como as restantes e tolerar. Mas como são frias ou quentes, nunca mornas, mentem, mentem-se. Minutos depois, ainda no embalo do momento, mas livres umas das outras, fingem para si próprias. 

 

Depois da ressaca, conferenciando com os seus botões, apenas como advogada de acusação a sua consciencia, deixaram de fingir. Ainda sentem o estômago enfartado da noite anterior, aquele sapo foi duro de engolir, nada tenro, diga-se. E se alguém puxa do assunto, não se conseguem conter e em jeito de catarse expressam tudo o que sentiram, anotando todas as críticas àquelas mulheres raçudas, que mais não são que um reflexo dela própria.

 

Quando existem muitas galinhas  é certo que se irão degladiar pelo mesmo poleiro. Positivar é preciso, faça-se um casaco de penas, porque já se começa a sentir aquele frio invernoso. 

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publicado às 07:29

Agulhas & Companhia

por Cláudia Matos Silva, em 26.11.14

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Longe de mim conhecer as técnicas para se educar uma crianças, mas os pézinhos de algodão que os adultos usam na educação dos mais novos e a abordagem nas questões inevitáveis,  servem apenas para criar jovens adultos com personalidades de cristal. Queremos proteger os nossos meninos, amparar-lhes as quedas, poupar-lhes os desgostos ou os mal-entendidos que fazem parte do crescimento. Há um movimento, oiço falar dele desde 90's, defende que nunca se deve usar a palavra 'não'. Um 'não' bem dito, assumo, tem o mesmo poder da palmada assente na hora certa. Sabemos pela evolução (ou regressão?) que um e outro estão neste momento a ser suprimidos na educação das nossas crianças. Julgo que o objectivo é fazê-las acreditar que basta sonhar e tudo é possível, mas como a mente humana é pródiga em subverter a leitura que farão é de que podem tudo. Do topo da sua basófia, roçam tantas vezes o desrespeito, ninguém teve coragem de lhes dizer 'filho, tu não sabes cantar' e bem pelo contrário estimulam a seguir um sonho, num autismo que mais tarde irá reflectir um adulto frustrado e com um discurso de total incompreensão, afinal entre a selva dos crescidos as coisas não são como lhe disseram. Sonhar não basta, não, eles não podem tudo. O não está lá, as portam fecham-se na cara e há que bater novamente. A humilhação é permanente. E temos bonitos jovens com as suas personalidades de cristal dilacerados na dor da descoberta da mais pura realidade.

 

Nas aulas de trabalhos manuais os meus professores nunca mentiram, eu não tinha talento, para premiar o meu esforço não me chumbaram, mas ouviria num comentário espontâneo acerca do tapete feito em base de serapilheira, 'que grande porcaria está para aqui'. Na altura teria 14 anos, caiu-me mal, passados 10 minutos passou-me. Pouco dotada para a língua francesa, a professora ter-me-á chamado à parte para constatar esse facto, não gostei, especialmente porque pedia a todos que lessem em voz alta menos a mim. Hoje percebo que foi para nos poupar às duas. Também a minha mãe para nos poupar às duas, terá dito que seria a mais bela flor do seu jardim, mas aquela tendência que todas as adolescentes têm para cantar e sonhar em ser estrela da pop nunca iria acontecer, e nem sequer no banho a minha estrela havia de brilhar. Confesso, desejei que tivesse mentido, porque pensei que mentisse em tudo o resto quando me elogiava, naquele momento soube que não.

 

Mas o 'não' quer dizer que não faça as coisas se realmente gostar? Claro que não. Bem sei que não tenho qualquer talento para trabalhos manuais, crochet, nomeadamente. No entanto, gosto, mas não serei nunca uma artesã, e essa noção descompromete-me, e só para variar essa sensação é absolutamente fantástica.  Descomprometida, sem expectativas, tenho a minha caixa às bolinhas cheia de lãs coloridas e agulhas. Os gatos odeiam o tempo que perco entre fios e meadas, reclamam colo e atenção, esfarelam-me o papel de parede como vigança. Mas depois deitam-se a meu lado. Dou vida a peças imperfeiras, uma extenção do meu próprio carácter, também cheio de contradições e falhas. 

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publicado às 18:49

As coisas que vou aprendendo sobre os homens

por Cláudia Matos Silva, em 18.11.14

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Não gosto da típica guerra dos sexos porque, homem e mulher são mais felizes lado a lado do que de costas voltadas. Mas este post não tem cariz científico, e serve apenas de pequena constatação diária. Uma brincadeira sem malícia, partilho uma das mais aliciantes conclusões a que cheguei até ao momento. Correndo o risco da generalização, por sistema, os homens são 'hoarders' em potência, ou trocando por miúdo, guardam tudo e mais alguma coisa. Encontraremos velhas peúgas numeradas ou cuecas carimbadas, bilhetinhos bolorentos, carrinhos em miniatura do século passado, bonequinhos da Marvel ou um outro imaginário que me escapa, fotografias danificadas em caixas de sapatos e sim os tais sapatos com mais anos que o papa a pedir clemência. Desconfio que esta incapacidade de se desfazerem do antigo, é a explicação para manterem sã e salva a reputação da velha esposa que prevalece a seu lado, mesmo quando levam a passear jovens figurões pelos hotéis da cidade.

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publicado às 12:02

Aos que ainda sonham

por Cláudia Matos Silva, em 14.11.14

Annex - Karloff, Boris (Bride of Frankenstein, The

Desde pequenina se fala de comunismo em minha casa. O meu pai e o seu punho erguido contra o capitalismo, aquele disco riscado que me apetecia espatifar. Do outro lado da barricada a minha mãe, direita, o mais possível, elitista, o seu nariz empinado e a mão agarrando os carcanhóis. Por uma questão de bom senso decidi ficar no centro, no fundo era mais inteligente que os dois, pensava. Vivo desde sempre absolutamente despreocupada das lides políticas e isso quer também dizer que o meu voto ao centro é mais ou menos como aquela pessoa que atira à sorte, descargo de consciência, com a garantia que não vai causar grandes estragos. O facto de ter cartão de eleitor logo aos 18 anos deixava-me de peito feito como quem tem consciência política de gente grande. Sentia requinte em salientar ao meu pai que nunca votaria pcp, ele abria-me os olhos e abanava a cabeça, conseguia ler-lhe os pensamentos 'pobre coitada, sabes lá'. E realmente, eu não fazia ideia.

 

Um dia mais tarde, na faculdade, criando antipatia entre uma certa classe de encamisados na turma, terá chegado aos meus ouvidos que desconhecendo o meu nome se referiam à minha pessoa como 'aquela fufa, intelectual de esquerda'. Soube instintivamente, o meu pai havia-me injectado a cápsula Marxista e contra isso nada podia fazer. A maior de todas as provas, a minha embirrância com a sua preferência política.

 

Caminho, politicamente como numa corda bamba que se situa no centro mas o insconsciente leva-me um pouco à esquerda, e sei-o pela exclusão total e absoluta que tenho à direita e a todas as formas e expressões que a representam. Dá-me febre, urticária, cândídiase e herpes labial, só para início de conversa. É efectivamente uma reação alérgica e física.

 

Quando o meu pai me injectou esta cápsula foi com a melhor das intenções, é por isso que embora sejamos dois inadaptados, continuamos secretamente a acreditar na utopia. Sonhamos acordados e a dormir também. E mesmo que as faces nos corem, infantis, por não conseguirmos ver o mundo feio como realmente é, vamos acreditando em pequenos milagres. 

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publicado às 20:15

Vamos melhorar o ambiente

por Cláudia Matos Silva, em 10.11.14

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Julguei que havia escrito qualquer coisa errada. Teria feito revelações bombásticas ou estaria no meu simples post uma mensagem codificada capaz de salvar o mundo da última das catástrofes. Em menos de 24 horas uma só publicação teve mais de 500 visualizações por todo o mundo. Fiquei intrigada. No fundo, o teor era palerma como os restantes, e embora houvesse nesse perído, note-se menos de 24 horas, quem resolvesse pesquisar outras temáticas, um só post retia a maior parte da atenção.

 

Lembro-me de referir nesse mesmo post de forma ligeira um assunto bastante pesado, ou pelo menos que nos tolhe a nós todos, nomeadamente na altura da castanha e outras tradições gastronómicas tão portuguesas. Falo de um senhor que em 'repeat' pede comprimidos para os peidinhos, e é amorosa a forma como se refere a uma questão tão gástrica, mas no fundo é um problema transversal, pobre e rico ninguém escapa às vicissitudes da bufa. Parte da solução são comprimidos de carvão e juntamento com chá de aniz estrelado facilitam tanto a nossa vida e do mundo que nos rodeia. 

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publicado às 19:11

E quando frio começa a apertar...

por Cláudia Matos Silva, em 10.11.14

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...o melhor do mundo são pantufas quentinhas. O gato gosta do lacinho, à socapa tenta apanhá-lo, todo unhas e dentes e sem qualquer misericórdia. Beberico um chá, frutos do bosque, apoio-me na costumeira posição de lótus em frente ao computador e faço o T.P.C. Sinal dos tempos, não deixamos o trabalho no local do trabalho, andamos com ele na cabeça o dia inteiro, carregamo-lo aos ombros, uma eternidade, mas não gostaríamos que fosse diferente. Parte da nossa felicidade, também é isto, brio profissional. Só depois do circulo completo, entre afectos ou caras feias ao patrão, se pode realmente apreciar o fim de um dia, com as pantufas quentinhas nos pés e os gatos traquinas ocupando sempre o melhor lugar no sofá.  

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publicado às 18:57

E a capacidade de dizer 'Não'

por Cláudia Matos Silva, em 09.11.14

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Desde a chegada às lojas Aldo namoro estes ténis. A marca em si não me seduz, o preço muito menos, mas tudo o resto é exactamente à minha medida. Todas as vezes que passo pela montra, olho-os, imagino-o não só nos meus pés mas com determinado styling ou ocasião. Ontem não estavam na montra, entrei, farejei a loja e não os encontrei, a funcionária avisou-me, estes têm vendido muito bem quase decerteza não chegam aos saldos. Do meu número restava apenas um par em Faro e a gentil funcionária prontificou-se a mandar vir. Senti-me a bela ruiva daquele divertido e quase auto-biográfico filme 'confissões de uma comprador compulsiva'. Fiz uma análise em poucos segundos, fria, calculista, prática, 'Do I really need these?'. Passei o exemplar para a mão da funcionária, disse-lhe num misto de orgulho e agonia, 'não, há que saber dizer não'. Meia duzia de passos adiante pensei, triste de mim quando a minha sanidade mental depender de um par de ténis a 70 euros. 

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publicado às 13:39

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